Omã — Introdução
Contexto
O povo da região agora conhecida como Omã historicamente prosperou através do comércio no Oceano Índico. No final do século XVIII, o sultanato emergente baseado em Muscat assinou o primeiro de vários tratados de amizade com a Grã-Bretanha. Com o passar do tempo, a dependência de Omã em relação a conselheiros políticos e militares britânicos cresceu, no entanto, o sultanato nunca se transformou em uma colônia britânica. Em 1970, QABOOS bin Said Al Said depôs seu pai, governando como sultão pelos cinquenta anos seguintes. Suas iniciativas abrangentes de modernização abriram a nação para a comunidade global. Ele enfatizou a importância de relações estratégicas com o Reino Unido e os EUA, e sua política externa equilibrada e independente permitiu que Omã promovesse relações positivas com países vizinhos enquanto se mantinha afastado de conflitos externos.
Em 2011, a onda de protestos populares que impactou o Oriente Médio e o Norte da África inspirou manifestações em Omã, exigindo mais oportunidades de emprego, avanços econômicos e medidas contra a corrupção. Em reação, QABOOS introduziu uma série de reformas econômicas e políticas, como o fortalecimento dos poderes do corpo legislativo de Omã e a permissão para eleições diretas para sua câmara baixa. Além disso, o sultão aumentou os benefícios de desemprego e emitiu um decreto real para estabelecer uma estratégia nacional de criação de empregos para os setores público e privado. Como parte das iniciativas do governo para descentralizar a autoridade e aumentar a participação dos cidadãos na governança local, Omã realizou com sucesso suas primeiras eleições para o conselho municipal em 2012. QABOOS, que foi o monarca que mais tempo governou Omã, faleceu em 2020. No mesmo dia, seu primo, HAYTHAM bin Tariq Al Said, que havia servido anteriormente como Ministro do Patrimônio e Cultura, foi empossado como o novo sultão de Omã.